Para a cerimônia do 66° Tony Awards, os organizadores prometem mais performances ao vivo do que nunca. Estão programadas apresentações bastante diversas, inclusive de musicais que ficaram de fora das indicações, tais como Ghost, Gosdspell e até Hairspray. Este já encerrou sua temporada na Broadway, mas terá seu número transmitido diretamente de um navio de cruzeiro (telespectadores que sejam sensíveis ao balanço do mar talvez precisem tomar um Dramin).
Numa retrospectiva dos grandes momentos da premiação, o jornal The New York Times publicou uma seleção especial de showstoppers, ou seja, números que marcaram a história do Tony Awards. Confira:
Bosom Buddies do musical Mame, com Angela Lansbury e Bea Arthur. A premiada atriz Angela Lansbury foi a anfitriã do Tony durante muitos anos (neste ano ela está entre as apresentadoras novamente). Neste vídeo, ela e Bea Arthur celebram sua reunião no palco apresentando um dueto sarcástico, cantado pela primeira vez em 1966. É um deleite observar o prazer que as duas sentem ao cantar juntas. O único “senão” vai para os vestidos. O de Lansbury até que é digno, mas o de Bea Arthur parece feito de cortina…
I Will Never Leave You do musical Side Show, com Alice Ripley e Emily Skinner (1998). Quando se apresentou no Tony, o espetáculo já havia encerrado a temporada há algum tempo. Isto poderia explicar a performance despojada de cenários, de ensemble… Mas este é justamente o aspecto mais fantástico: sobre o palco, apenas duas artistas talentosas cantando de coração aberto. A única coisa é que, dependendo do ponto de vista, a letra da música se torna um pouco bizarra se considerarmos que as personagens retratadas são gêmeas siamesas (é claro que uma jamais deixaria a outra; como poderiam?).
What’s New, Buenos Aires? do musical Evita, com Patti LuPone (1981). Na época, LuPone foi criticada por sua dicção mole (tanto que um fã tomou a iniciativa de colocar a legenda com a transcrição literal do que se ouve). Sugerimos assistir ao vídeo pelo menos duas vezes: uma para rir e outra para se deixar emocionar pela incrível voz de Ms. LuPone.
24 Hours A Day do musical Golden Rainbow (1968). Este número abriu a cerimônia do prêmio naquele ano, realizada no Shubert Theater. É uma cena deliciosamente louca, exagerada e brega. Faz parte da diversão de assistir ao prêmio Tony.
No vídeo abaixo, Charles Nelson Reilly em mais um de seus números hilários (no qual ele não canta), durante a premiação de 1974. Reilly faz um panorama dos grandes momentos da história do teatro musical: em todas as vezes, não foi possível presenciá-los, pois ele estava fora de cena, trocando o figurino…
Rose’s Turn do musical Gypsy, com Bernadette Peters (2003). O prêmio deste ano foi apresentado por Hugh Jackman, que usava madeixas longas e volumosas, de gosto meio duvidoso. A apresentação de Mrs. Peters é uma das mais impressionantes e viscerais já vistas na história do Tony. Ainda assim, ela perdeu o prêmio para Marissa Jaret Winokur, de Hairspray.
And I’m Telling You I’m Not Going do musical Dreamgirls, com Jennifer Holliday, que fez história cantando este número (em 1982). Ninguém interpretava tão bem uma letra como Ms. Holliday. Seu estilo emotivo e cheio de propriedade torna ainda mais flagrante o modo supérfluo com que aspirantes a cantores de programas como American Idol se apropriaram indevidamente do melisma… A popular “firula”.
Bem, estes são alguns dos vídeos favoritos do crítico Charles Isherwood, do The New Yok Times. E você, Zieg Leitor? Qual foi a melhor performace já realizada no Prêmio Tony? Qual é a sua favorita? Qual é a mais bizarra? Sinta-se livre para opinar.
Foto: Reprodução / Fathomcommunications.com




Acho que a performance da LuPone em 2008, cantando Everything’s coming up roses tambem merecia estar aí. Simplesmente tira meu fôlego sempre que assisto